Desenhista de Mangá: Como faço para virar um mangaká?

Escrito por
Eric Santana

Desenhista de Mangá: Como faço para virar um mangaká?

Escrito por
Eric Santana

Algo muito comum no Japão é trabalhar com mangás. Mercado concorrido e baixos salários aguardam cada um dos futuros desenhistas de mangá, tanto do país quanto os do exterior. Ainda assim, o desenhista de mangá e alguns iniciantes da área estão em busca da vida na qual trabalham com grandes editoras do país. Para se ter uma ideia, o mercado de mangás movimenta três bilhões e meio de dólares por ano. Ou seja, é um dos grandes mercados nipônicos.

Neste artigo falaremos sobre como você, leitor, pode se transformar em um desenhista de mangá. Mostraremos alguns exemplos de pessoas que lutaram para virar desenhistas de mangá e de que modo os desenhistas da área trabalham e ganham a vida.

Quanto ganha um desenhista de mangá?

Depende. Os desenhistas de mangá que fazem sucesso costumam ganhar uma porcentagem acima dos mangás que vendem. Portanto, o ganho é muito variável. Além disso, a remuneração também depende da editora que publica os mangás. Os mangakás, desenhistas de mangá, costumam trabalhar com grandes editoras.

Muitas pessoas iniciam a vida no ramo dos mangás e conseguem se tornar mangakás no Japão. Inclusive estrangeiros. Um grande exemplo é o desenhista Angelo Vasconcelos Levy. O brasileiro largou a vida no setor de tecnologia da informação há quase onze anos e hoje vive trabalhando como desenhista de mangá no Japão. O desenhista produziu três obras, uma trilogia, que foi rapidamente aceita pelo mercado de mangás. A trilogia chamada “Era uma vez em Tóquio” adapta contos infantis, como Chapéuzinho Vermelho, para os mangás.

Nas horas vagas, segundo ele, essas obras foram produzidas e em seguida submetidas para publicação em feiras internacionais. Foi desse modo que ele conheceu o seu atual chefe. O mangaká brasileiro afirma que os mangás são importantes no Japão e nem sempre são feitos para histórias ficcionais. Os japoneses costumam utilizar dos mangás como instrumento para publicar obras com lições de moral, ou até mesmo explicar assuntos recorrentes como cultura e política.

Para o desânimo de algumas pessoas, Angelo afirma duas coisas: o mercado de mangás não é tão flexível quanto deveria ser e a remuneração não é das melhores. É difícil que um estrangeiro consiga ser tão bem aceito no mercado de mangás devido à cultura do país. Ainda assim, ele diz que dentro do Japão, as possibilidades de tornar-se um mangaká são altas. A remuneração, todavia, é baixa devido à concorrência.  

Como o desenhista de mangá trabalha?

De modo geral, os mangakás trabalham com a publicação em revistas, editoras ou até mesmo publicações próprias.

Ao que tudo indica, o desenhista brasileiro recebe da sua empresa para produzir mangás para uma revista de negócios. Outros mangakás como Masashi Kishimoto e Eiichiro Oda trabalham com editoras que publicam seus trabalhos.

Os trabalhos de um mangaká variam bastante, mas uma coisa é certa: eles estão sempre desenhando!

Segundo fontes mais confiáveis, os mangakás costumam ganhar 10% do que as editoras ganham com a venda dos mangás. Sabe-se, também, que o autor de One Piece (um dos mangás mais famosos no mundo inteiro), Eiichiro Oda, recebe por volta de R$ 15 milhões de reais por ano só com a venda dos mangás. De fato, é um valor muito alto. Entretanto, devemos lembrar que o seu mangá é um dos mais famosos e, por isso, ele tem uma remuneração desse tamanho.

Além disso, os mangakás costumam receber royalties de jogos, brinquedos e todo tipo de produto que utilize a marca ou um título deles. Sendo assim, a renda dos mangakás tem múltiplas fontes.

Em suma, para se tornar um desenhista de mangá é necessário muito treino, perseverança e trabalho. É necessário fazer como brasileiro Angelo Vasconcelos: nas horas vagas, produzir o máximo que puder e investir em projetos e histórias para mangás. Aprender a língua japonesa também é um pré-requisito antes de se aventurar nesse mercado. Portanto, se você quiser virar um desenhista de mangá, mãos à obra!